Jair Bolsonaro está irritado com a atuação da sua tropa de choque na CPI da Pandemia. Ele reclama da falta de articulação dos senadores aliados para convocar governadores, manobra que pretende dividir o desgaste que, até agora, está concentrado no presidente da República.
Na interpretação de Bolsonaro, a influência negativa da CPI da Pandemia sobre a sua imagem vai diminuir à medida que a vacinação avança, mas o plano dele é construir a narrativa de que as mortes foram provocadas pelos desvios de verbas federais nos Estados e pelas restrições impostas por governadores e prefeitos.
A pressão de Bolsonaro já provocou a discussão entre o petista Humberto Costa e Ciro Nogueira. No início dos trabalhos nesta quarta-feira 12 de maio, os senadores divergiram sobre a obtenção de informações de pagamento de dívidas públicas por prefeitos e governadores por causa da pandemia.
A tropa de choque vai ter muito trabalho para reduzir o desgaste de um presidente que, em plena pandemia, contrariou recomendações científicas sobre isolamento social, uso de máscara e vacinação. Bolsonaro também insistiu na ideia do tratamento precoce com medicamentos sem eficácia contra a covid e envolveu o Exército na fabricação de cloroquina.

