A organização do encontro entre o empresário Elon Musk e o presidente Jair Bolsonaro em São Paulo passou ao largo do Itamaraty e do Ministério da Defesa.

Embora a reunião tratasse de temas que envolvem a soberania nacional e questões diplomáticas (a floresta amazônica se estende por oito países), nem o Ministério da Defesa nem a diplomacia foram envolvidos na preparação.

A reunião entre o empresário e Bolsonaro foi articulada e organizada pelo ministro das Comunicações, Fabio Faria.

Mesmo tendo militares e o chanceler Carlos Alberto França envolvidos no encontro, por conta da discussão sobre soberania nacional e de negócios de interesse militar, eles foram chamados como ouvintes.

A diplomacia, embora menos óbvio, admite uma fonte do Palácio do Planalto, teria de estar com o presidente nas conversas sobre um eventual monitoramento da Amazônia.

Será preciso explicar para os vizinhos brasileiros os termos do eventual trabalho da Starlink e em que nível será a obtenção de dados (fotos, vídeo… haverá áudio?) e que tipo de informação será passada ao governo brasileiro.

Uma fonte do Planalto disse ao Bastidor que o deslumbramento foi tamanho com a visita do empresário que não se deu importância para o fato de que os outros sete países com quem o Brasil partilha a floresta precisam ser incluídos de alguma maneira nas discussões.