Em coletiva de imprensa hoje (sexta), o presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, trataram da possibilidade de a Starlink, empresa do multibilionário Elon Musk, monitorar a floresta amazônica.

Embora o próprio Musk tenha dito que a sua empresa vai poder tirar fotos e vídeos, os satélites da Starlink oficialmente existem para oferecer o serviço de conexão a internet. A Starlink não oferece serviço de monitoramento, que requereria a geração de imagens (fotos e vídeos) e de um sistema capaz de interpretar as imagens geradas.

Na coletiva, Faria chegou a falar da capacidade de captação de áudio pelos satélites.

Há uma empresa pública que já monitora a floresta amazônica e o cerrado, sem a captação de áudio de brasileiros por meio de satélites: o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais).

O problema é que os dados gerados pelo instituto, embora respeitados pela comunidade científica nacional e internacional, não são confiáveis para o presidente. Nem sempre dizem o que ele quer ouvir.

Segundo Faria, a Starlink já possui os dados da Amazônia – não ficou claro quais tipos de dados. O ministro disse que Musk que vai repassá-los, agora, ao governo brasileiro. Antes, afirmou, os técnicos da empresa e governo vão sentar e discutir.

Como a ação foi mais fruto de propaganda (do governo e da empresa, que está lançando seus serviços de internet no Brasil), não se falou de custos nem de quando o negócio de monitoramento será efetivado – se é que será.