Nem bem instalada foi a CPMI do 8 de Janeiro nesta quinta-feira (25), três nomes são dados como certos por governistas a serem chamados em breve pela relatora, Eliziane Gama (PSD-MA). São eles Jair Bolsonaro e seu ex-ajudante de ordem, o tenente-coronel Mauro Cid, e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
A avaliação a ser feita nos próximos dias é sobre quando eles deverão ser convocados e em que ordem. Bolsonaro deve ficar por último. Antes, devem ser convocados Torres e Cid.
A expectativa é que a CPMI aproveite o que já foi apurado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, e transportar questões do campo criminal para o político. Quer se saber a dinâmica e as responsabilidades dos três numa suposta tentativa de golpe, cuja trama incluía os ataques ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal e ao Palácio do Planalto.
A justificativa para a convocação do trio se baseia na “minuta do golpe”, documento encontrado na casa de Torres, que previa medidas para anular o Tribunal Superior Eleitoral, cancelar o resultado da eleição, impedir a posse de Lula e a decretar a prisão do ministro Alexandre de Moraes. Há ainda os áudios com a mesma conspiração no celular de Mauro Cid.
Nem Cid, nem Torres deram contribuições para esclarecer a questão em seus depoimentos à PF.

