Ao confirmar sua filiação ao PL no dia 30 de novembro, o presidente Jair Bolsonaro disse a Valdemar Costa Neto que não abre mão do ministro Tarcísio de Freitas como candidato ao governo de São Paulo e de Ricardo Salles para o Senado.
Costa Neto, certo de que o PL ganha com a filiação do presidente, concordou com Bolsonaro, mas ponderou que o ministro da Infraestrutura não tem peso político para agregar apoios numa disputa ao Palácio Bandeirantes e que dificilmente conseguirá unir a legenda.
Bolsonaro se colocou aberto a ouvir sugestões para a disputa ao governo de São Paulo. Mas adiantou que dificilmente mudará de ideia sobre seu candidato: Tarcísio de Freitas.
O Bastidor acompanha desde o início do ano a ideia fixa do presidente de fazer seu ministro governador do estado. Antes de escolher o partido, Bolsonaro escolheu seu candidato.
Ao sair do encontro, Valdemar Costa Neto comentou com seus interlocutores que, mantido o nome do ministro para o governo de São Paulo, é possível que deputados federais e estaduais, além de prefeitos do estado, acabem por embarcar na campanha de Rodrigo Garcia, do PSDB, ainda que não oficialmente.
A decisão de se filiar ao PL ainda em novembro, como mostrou o Bastidor, ocorreu depois de o presidente analisar argumentos dos que defendiam retardar sua entrada para o partido para 2022 e dos que queriam sua filiação imediata. Entre os últimos, Flávio Bolsonaro.
O argumento era o de que se deixasse para o ano que vem perderia as articulações locais.
A filiação de Flávio ao PL também está prevista para o mesmo dia 30.

