Jair Bolsonaro avisou a seu aliado, Arthur Lira, presidente da Câmara, que, por ele, a reforma administrativa não passa. Mas o presidente não quer ser o coveiro da proposta.
Em período pré-eleitoral, Bolsonaro prefere evitar briga com servidores públicos – especialmente policiais, categoria em que ele mantém sua base de apoio. A estratégia será incluir as polícias como carreira de Estado, mantendo os benefícios, entre outros, da estabilidade.
Lira, no entanto, tem a disposição de fazer andar a reforma. Se possível, quer apresentá-la ao fim de seu mandato como um feito. O presidente da Câmara, contudo, conhece o receio de parte dos deputados de mexer nas regras do serviço público tão perto das eleições.
Nesta quarta-feira, 16 de junho, ocorrerá a reunião da comissão para a apresentação do seu plano de trabalho.
A interlocutores, relator e presidente da comissão, os deputados Arthur Maia e Fernando Monteiro, respectivamente, disseram que Lira determinou o desenvolvimento do debate, sem transparecer qualquer disposição de deixar a reforma morrer como quer Bolsonaro.
Maia tem prazo de 40 semanas para apresentar seu relatório.

