Chegaram ao chão as relações entre o presidente e a cúpula do Exército. Bolsonaro reagiu mal à revelação do Bastidor de que generais procurariam lideranças civis de Brasília, a fim de se distanciar do presidente e preservar a Força.

Em conversas ríspidas, Bolsonaro repetiu a generais: “Quem manda sou eu”. Eles redarguiram que, embora devam seguir a ordens do comandante-em-chefe, precisam proteger o Exército – o que inclui punir Eduardo Pazuello pela participação na manifestação política no Rio.

Segundo generais da ativa, pela primeira vez a cúpula do Exército está unida para fazer frente à tentativa presidencial de capturar politicamente a instituição. “Ninguém aqui vai se curvar por causa de chiliques”, diz um deles.

A irritação dos generais virou indignação após o episódio de domingo. Eles perderam de vez a paciência com o presidente e dizem trabalhar agora para blindar o Exército.

Em diálogos reservados, não faltam palavrões para definir o comportamento de Bolsonaro.

Se Bolsonaro não fizer gestos de contrição, ainda que reservados, os generais temem, cedo ou tarde, um choque público – e barulhento – com o presidente.