O patrimônio de Jair Bolsonaro cresceu menos que a inflação acumulada nos últimos quatro anos. De 2018 para cá, a soma dos bens declarados pelo presidente cresceu apenas 1,34%, ante uma inflação de 28,7% no mesmo período.
O presidente é mais um dos brasileiros que pode reclamar da alta dos preços com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Em 2018, Bolsonaro declarou à Justiça Eleitoral ter R$2.286.779,48 de patrimônio líquido. O valor considerava cinco casas, com valores de R$ 90 mil a R$ 603 mil. O presidente também mantinha duas cadernetas de poupança no total de R$ 486 mil.
Nesta quarta, o presidente entregou ao Tribunal Superior Eleitoral a declaração para disputar a eleição deste ano. Seu patrimônio subiu pouco e chegou a R$ 2.317.554,73. Os cinco imóveis continuam lá e houve um acréscimo na poupança, mas isso não foi suficiente para elevar de forma substancial o total.
Da forma como é possível analisar, Bolsonaro pode considerar que perdeu dinheiro durante o mandato. Se tivesse mantido ao menos um rendimento equivalente à inflação, seu patrimônio deveria ser de 2.943.309,52, um acréscimo de mais de R$ 600 mil.
Nos últimos dias, o presidente afirmou que não usa quase nada do salário que recebe, de R$ 41 mil mensais. O valor inclui a remuneração como presidente da República e a aposentadoria como capitão do Exército.

