Em conversa programada para esta semana, Jair Bolsonaro pretende cobrar de Valdemar Costa Neto fidelidade e empenho do PL nas alianças locais para sua campanha.

O presidente está preocupado com as alianças estaduais e os palanques que vai ter nos estados. O PL parece estar escapando pelos dedos de Bolsonaro. Quatro casos são emblemáticos.

No Piauí, terra de Ciro Nogueira, chefe da Casa Civil, o PL vai apoiar a candidatura de Silvio Mendes, do União Brasil. Mendes já avisou que não dará palanque para Bolsonaro.

O mesmo ocorre em Alagoas, terra do presidente da Câmara, Arthur Lira, onde o PL vai de Rodrigo Cunha, também do União Brasil. Cunha também quer saber do bolsonarismo.

No Distrito Federal, onde o PL deverá apoiar a reeleição do governador Ibaneis Rocha, do MDB, a situação é a mesma. Ibaneis prefere ficar distante da disputa nacional, eufemismo para não ficar mal com ninguém. A equipe de Ibaneis diz que as pesquisas mostram que esta postura pode lhe render votos da centro-esquerda e da centro-direita.

A situação mais constrangedora é no Rio de Janeiro, estado de Bolsonaro. O PL tem uma candidatura competitiva para o governo estadual, com Claudio Castro em da reeleição. Castro dará palanque a Bolsonaro quando ele estiver no estado. No resto, sua estratégia é passar ao largo da campanha presidencial.

Bolsonaro vai cobrar de Costa Neto que o PL assuma sua candidatura.