A transmissão semanal que o presidente Jair Bolsonaro faz às quintas-feiras nas redes sociais terá, nesta semana, um suposto técnico em informática que promete desqualificar a segurança da urna eletrônica a partir de relatórios do Tribunal Superior Eleitoral.
As urnas eletrônicas são usadas no Brasil desde 1996 com atualização de tecnologia que garante a segurança do voto. Ao contrário do que afirmam os apoiadores de Bolsonaro, o sistema de voto eletrônico é submetido a testes periódicos que corrigem eventuais falhas. Representantes de todos os partidos acompanham as rotinas de apuração nas eleições. O sistema usado no Brasil é referência mundial.
O TSE publica editais, com frequência, para testar a segurança das urnas. Nesses testes, hackers tentam invadir o equipamento. Em 2012, uma equipe do engenheiro Diego Aranha, professor da Unicamp, conseguiu identificar uma falha de segurança. A falha foi corrigida.
Independentemente dos ataques às eleições, Bolsonaro terá de se manifestar no TSE, até 2 de agosto, para apontar as fraudes que alega terem ocorrido na eleição de 2018.
O que incomoda Bolsonaro é o desgaste do governo em meio à pandemia que já matou mais de 500 mil brasileiros. O reflexo nas pesquisas de intenção de voto mostra que o ex-presidente Lula está próximo de vencer no primeiro turno se a eleição fosse agora. Nesse contexto, Bolsonaro quer motivos para rejeitar o resultado da eleição de 2022.

