Secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, Caio Mario Paes de Andrade perdeu força com o presidente Jair Bolsonaro como um possível indicado para comandar a Petrobras.

Ao contrário do que se diz no governo (a falta de experiência do secretário na área de petróleo e gás), o movimento tem a ver com informações encaminhadas ontem (terça-feira) a Bolsonaro por seus apoiadores numa espécie de inteligência paralela.

No dossiê, constam informações de reportagens que mostram que, já no governo, Paes de Andrade apareceu como possível beneficiário, por meio de empresas administradas por sua mulher ou em que ele mesmo aparecia no Conselho de Administração, de uma licitação de 4 bilhões de reais promovida pelo BNDES entre 2020 e 2021.

O dinheiro deveria ser destinado a micro e pequenas empresas impactadas economicamente pela pandemia de Covid-19.

Na época, o secretário afirmou desconhecer a participação das empresas no processo de licitação.

No mesmo documento encaminhado a Bolsonaro, já constava a informação trazida hoje (quarta-feira) pelo jornal Folha de S.Paulo de que Paes de Andrade pode ter usado a estrutura do Estado para vasculhar uma empresa com quem mantinha contencioso empresarial.

Ontem mesmo, o presidente determinou outras opções a Joaquim Silva e Luna no comando da Petrobras. Ele tem pressa.

Bento Albuquerque (Minas e Energia) conseguiu do presidente da estatal o compromisso de ficar por pelo menos mais 30 dias, tempo que acredita ser suficiente para o governo encontrar um nome para substitui-lo.

Como a assembleia que efetivaria a substituição está marcada para o dia 13 de abril, a ideia é fatiar a pauta, deixando para depois a confirmação da troca de Silva e Luna. Bolsonaro é contra. O presidente disse que quer resolver logo.