O presidente Jair Bolsonaro disse a aliados que se for reeleito tentará revisar, no próximo mandato, os termos da governabilidade de hoje com o Congresso. Ele se referia às chamadas emendas do relator, as RP9.
Bolsonaro desabafou, dizendo-se refém do Congresso, porque, disse, seu orçamento é todo congelado e o que sobra fica para deputado e senador decidir com o que e onde gastar.
Na conversa com políticos antes ainda de deixar Brasília para as suas férias, ele relatou o esforço dos ministros de ir atrás dos parlamentares para convencê-los de projetos que deveriam ser prioritários.
Bolsonaro classificou a situação como insustentável. “Duvido que outro presidente tenha feito mais com o que tínhamos para trabalhar”, afirmou.
O presidente não disse como pretende repactuar a governabilidade que o salvou de uma centena de pedidos de impeachment, mas falou que vai conversar com o presidente da Câmara da vez para um acordo.
Chamou a atenção de seu interlocutor que Bolsonaro tenha ignorado o desejo de seu aliado Arthur Lira de disputar novamente o comando da Casa.
Para o ano que vem, porém, a situação permanecerá a mesma.
Dificilmente conseguirá acabar com as emendas do relator. Nem quer. Em ano eleitoral, vai empurrar com a barriga e agradar o máximo possível seus aliados do centrão.

