Parlamentares nordestinos do centrão que integram formalmente a base do governo planejam abandonar Bolsonaro em julho deste ano, às vésperas da campanha.
Em conversas reservadas, avaliam que são escassas as chances de reeleição do presidente – e que apoiá-lo abertamente em palanques atrapalhará as candidaturas deles. Acreditam que Bolsonaro não conseguirá reverter a rejeição dele no Nordeste.
A estratégia desses deputados e senadores é simples: extrair o máximo possível do governo no primeiro semestre. Especialmente o empenho de emendas parlamentares.
Se Bolsonaro mantiver o curso de derrota no Nordeste, esses parlamentares terão obtido ativos políticos para suas campanhas e não darão palanque ao presidente. Pretendem manter distância.
Caso Bolsonaro se recupere, o que eles julgam improvável, apoiarão o presidente como se nunca tivessem planejado trai-lo.
Bolsonaro e seus aliados sabem da trama, mas, ao que consta, não dos detalhes. Estão tentando mapear os traíras.

