A aliados, Jair Bolsonaro reclamou do risco que um aumento acentuado no valor da conta de energia traz aos seus planos de reeleição.
Por isso, pediu ao ministro Paulo Guedes (Economia) que encontre um meio de segurar os efeitos em cascata do reajuste. O presidente determinou ainda que o ministério “sensibilize” a Agência Nacional de Energia Elétrica, que tem a prerrogativa legal de determinar as mudanças nos valores.
Em reunião recente na Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética, criada justamente para gerir a crise hídrica e que tem representante da Aneel, definiu-se um aumento menor que os R$ 19 por 100 quilowatts-hora defendido pela agência.
Atualmente, o valor está em R$ 9,49 e iria para R$ 14,20.
Bolsonaro quer um aumento menor. Sua preocupação tem sido reforçada por deputados da base. Energia cara, dizem eles, ainda que por curto período, traz mais ônus, com impacto negativo na inflação e na criação de emprego, que bônus, com a redução do consumo.

