Diante da mais do que previsível escassez no mercado de vacinas, o Ministério da Saúde está tentando comprar agora doses da gigante chinesa Sinopharm. Será difícil, porém, conseguir o imunizante no primeiro semestre, como pretende a pasta.

Embora o Itamaraty ajude nas negociações, e haja interesse da empresa do governo chinês, prevalece o ceticismo entre os diplomatas brasileiros. É a mesma avaliação de empresários brasileiros que importam vacinas e produtos farmacêuticos da China.

A Sinopharm está com dificuldades para cumprir seus compromissos com o governo chinês e os países que já fecharam negócio com a empresa. Ademais, há dúvidas sobre a eficácia e a segurança da vacina, especialmente entre cientistas ocidentais.

A OMS ainda está analisando os dados apresentados pela Sinopharm – o governo chinês tenta vender para o consórcio Covax. Caso a entidade aprove o imunizante, a compra brasileira será facilitada.

Os diplomatas acreditam que a Sinopharm possa entregar doses ao Brasil no segundo semestre, em quantidade ainda incerta.