A diplomacia brasileira trabalha com a Rússia e a China, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, para realizar uma nova reunião no órgão presidido temporariamente pelo Brasil para tratar da ação de Israel em Gaza. Os dois países são aliados do Irã, um dos financiadores do grupo terrorista Hamas.

Rússia e China foram os responsáveis por barrar uma nota de repúdio à ação dos grupos radicais ligados ao Hamas no sul de Israel. Desta vez, o Brasil espera conseguir um avanço, não apenas em declaração, mas um compromisso para evitar a escalada da violência.

O poder bélico israelense é muito superior ao do Hamas. Então, existe o temor do tamanho da represália pelos ataques, que já resultaram em mais de mil mortos. Existe o risco de que o contra-ataque de Israel vitime ainda mais civis na Faixa de Gaza.

O Hamas ameaça matar os israelenses tomados reféns, caso o exército não pare de bombardear Gaza.

Há o risco de outros grupos radicais, financiados pelo Irã, entrem na guerra, aumentando a escala do conflito. Segundo uma fonte da diplomacia brasileira, “é preciso chamar a responsabilidade”.

O encontro na ONU deverá ocorrer nos próximos dias. O Brasil espera que o resultado seja diferente do que ocorreu no domingo.