Na manhã desta quinta-feira, 24, o Itamaraty declarou que o governo brasileiro “acompanha com grave preocupação a deflagração de operações militares” pela Rússia contra a Ucrânia.

“O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil”, diz a nota.

O Acordo de Minsk, a que se refere o Itamaraty, foi assinado pela Ucrânia e a Rússia, em 2014, com o objetivo de pôr fim a conflitos armados no leste da Ucrânia. O nome do acordo se refere ao local onde foi assinado: em Minsk, a capital da Bielorrússia.

Pouco antes, o Bastidor informou que o presidente Jair Bolsonaro autorizara um texto contrário aos ataques russos e que a nota foi passada, antes de sua publicação, pelo chanceler Carlos Alberto França com Bolsonaro, que pediu para que o tom fosse o mais neutro possível.

A decisão do presidente de usar uma linguagem mais sutil foi corroborada pelo desejo do ministro da Defesa, Walter Braga Netto.

Até os ataques dessa madrugada, o presidente insistia que a manifestação do Itamaraty nem ocorresse se não fosse em conjunto com organismos internacionais. O Brasil é membro temporário do Conselho de Segurança da ONU, que, neste momento, é dirigido pela Rússia.

A manifestação sobre os ataques russos e o apelo para o respeito aos acordos de paz ocorreu após pressão de aliados brasileiros, principalmente os Estados Unidos, ocorreram após o presidente Jair Bolsonaro ter estado na Rússia e declarado solidariedade.