O relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros, fez uma série de cobranças e incluiu o adversário político em Alagoas e presidente da Câmara, Arthur Lira, na lista das autoridades que não estão apoiando os trabalhos da comissão.

Renan reclamou hoje, sexta-feira 9 de julho, da falta de colaboração do Ministério da Saúde no compartilhamento de informações e documentos, mas também pediu mais apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Quem conhece Renan diz que ele aproveitou a oportunidade para alfinetar Lira por causa de um recente conflito regional. O presidente da Câmara pouco pode fazer para apoiar ou prejudicar a CPI que funciona no Senado.  

O PP, partido do presidente da Câmara,  levou ao Supremo Tribunal Federal uma ação para impedir que a BRK Ambiental, vencedora do leilão do saneamento na Região Metropolitana de Maceió, depositasse R$ 2 bilhões na conta do governo de Alagoas comandado por Renan Filho.

Segundo o pedido do PP ao STF, a concessão do saneamento é da alçada municipal, mas o governador Renan Filho manobrou para ficar com os recursos sem compartilhar com os prefeitos.

O principal interessado na ação é o prefeito de Barra de São Miguel, Benedito de Lira, ex-senador e pai de Arthur Lira.