Parlamentares do PL ouvidos pelo Bastidor em condição de anonimato disseram que vão avaliar até onde irá sua solidariedade com Jair Bolsonaro conforme avancem as investigações da CPMI do 8 de Janeiro. A depender do que for encontrado em seu celular e no celular de seu ajudante de ordens, coronel Mauro Cid, dificilmente haverá quem tope morrer junto com Bolsonaro.

A tendência é que a defesa seja protocolar, “para constar”, para não desagradar os eleitores mais fiéis, nem para se indispor com o próprio ex-presidente, que reivindica lealdade de seus correligionários. Mas o lema é “cada um que cuide de seus B.Os”.

Um deputado, outrora próximo do ex-presidente, disse ao Bastidor que “ele é adulto e responsável por si”. “Ninguém vai morrer junto”, completou, lembrando ser “quase certa” a inelegibilidade marcada para ir à votação no dia 22 de junho.

Segundo um senador, ainda que o partido precise de Bolsonaro para formar candidatos competitivos a prefeitos e, principalmente, para as casas legislativas, ninguém quer se queimar junto com Bolsonaro. “Vamos sentindo a temperatura sempre”, disse.

Os parlamentares do PL apenas repetem a conduta de Bolsonaro. O individualismo e a falta de solidariedade são marcas do ex-presidente, que sempre abandona aliados pegos em escândalos.