O Conselho Administrativo de Defesa Econômica agora também é fiscal de erro de institutos de pesquisa. O órgão entrou na onda de Jair Bolsonaro e quer saber se houve cartel nos erros das empresas que medem as intenções de voto.
O pedido foi feito hoje, às 13h21, pelo presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, ao superintendente do órgão, Alexandre Barreto. Ambos são muito próximos, e Cordeiro, que já chefiou a Superintendência-Geral do conselho, é apadrinhado de Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro.
O presidente do Cade diz em sua solicitação que a chance de institutos de pesquisa como Datafolha, Ipec e Ipespe, entre outros, errarem conjuntamente é muito pequena, merecendo uma avaliação bem detalhada do que ocorreu. Ele supõe que houve cartelização para induzir o eleitor a erro.
O argumento é o mesmo usado pelos advogados da campanha de Jair Bolsonaro para pedir que a Procuradoria-Geral Eleitoral e a Corregedoria-Geral eleitoral investigassem essas empresas.

