O presidente Jair Bolsonaro reclamou com um interlocutor político que a ex-ministra Tereza Cristina pouco faz para impedir o avanço de Lula sobre o agronegócio.

Como resposta, ele ouviu do aliado que, se ela fosse sua vice, e não o general Walter Braga Netto, sua posição estaria preservada no setor.

Bolsonaro rejeitou Tereza Cristina, apesar da insistência de seus coordenadores políticos do comitê de reeleição, em favor de seu ex-ministro da Defesa.

Na última semana, Lula conseguiu o apoio do deputado Neri Geller, do PP, uma das principais vozes do segmento. Além dele, a campanha de Lula conta com Geraldo Alckmin e com o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Marcello Britto, para conseguir conversas com empresários.

Antes do empenho de Alckmin, mostrou o Bastidor, trabalharam para a aproximação de Lula com o agroo ex-ministro Blairo Maggi e o empresário Carlos Ernesto Augustin, executivo de uma das maiores empresas de sementes do mundo.

Bolsonaro quer que a ex-ministra trabalhe para evitar uma debandada do agronegócio, um reduto bolsonarista desde 2019. Seus próprios aliados, porém, admitem que agora Tereza Cristina só tem cabeça para a sua pré-campanha ao Senado por Mato Grosso do Sul, onde é a favorita.