O ministro Ricardo Lewandowski decidiu ontem, sexta-feira 21 de maio, que a secretária de Gestão da Saúde e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, pode permanecer em silêncio para não se incriminar com relação a crise de falta de oxigênio hospitalar em Manaus e com relação às ações de tratamento precoce no período compreendido entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021.
O depoimento de Mayra, apelidada “capitã cloroquina”, está marcado para terça-feira 25 de maio na CPI da Pandemia.
Lewandowski tinha negado o silêncio a Mayra porque ela não tinha informado ao STF que é ré em ação de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal. Ela apresentou um pedido de reconsideração na sexta-feira 21 de maio com essa informação.
No habeas corpus apresentado ao STF, Mayra argumentou que os senadores da CPI da Pandemia vêm constrangendo de forma inaceitável pessoas inocentes.
Mayra foi presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará e liderou, em 2013, agressões verbais no aeroporto de Fortaleza contra médicos cubanos que chegavam ao Brasil para trabalhar no programa Mais Médicos.

