Membros da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo Lula, que são contrários à entrada de Jean Wyllys na pasta, alertaram que o ex-deputado trará problemas à gestão federal.
Antes mesmo de assumir qualquer cargo na secretaria, Wyllys protagonizou um embate com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), sobre escolas militares.
Depois de Leite anunciar que manterá as escolas cívico-militares, mesmo após o governo federal encerrar o programa, Wyllys escreveu que “gays com homofobia internalizada em geral desenvolvem libido e fetiches em relação ao autoritarismo e aos uniformes”. Nesta quinta-feira (20), o governador denunciou o ex-deputado por homofobia ao Ministério Público.
“É contratar crises certas”, disse ao Bastidor um petista que simpatiza com Wyllys, mas diz ser um erro ele ter um cargo no governo. O ex-deputado conta com o apoio da primeira-dama, Janja.
Contrários à ideia de ter Wyllys no Palácio do Planalto já usam a acusação de Leite para reverter a nomeação – que, dias atrás, era dada como certa. Num ato de fritura prévia, o ministro da Secom, Paulo Pimenta, disse que não sabe qual será o cargo de Wyllys.
O ex-deputado renunciou ao mandato e deixou o Brasil em 2019, em decorrência de ameaças de morte por ter cuspido em Jair Bolsonaro anos antes, quando ambos eram deputados. Voltou após a posse de Lula.

