O filho do presidente que é vereador no Rio, Carlos Bolsonaro, ficou irritado quando o executivo da Pfizer, Carlos Murillo, revelou a presença dele em reunião com representantes da empresa no ano passado. O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta já tinha dito em seu depoimento na CPI da Pandemia que Carlos, apesar de não ter atribuições formais, participou de discussões.

A ideia de um gabinete paralelo que influencia e até decide ações de governo está no radar da CPI e o senador Alessandro Vieira apresentou ontem, quinta-feira 13 de maio, pedido para que o vereador seja convocado.

Quando acompanhava o depoimento, Carlos xingou o executivo da Pfizer e os senadores da oposição, principalmente o relator Renan Calheiros. “Vagabundo” tem sido a agressão verbal escolhida pela família Bolsonaro para tratar seus adversários nas redes sociais. Assim foi feito pelo irmão Flávio quando procurou defender o ex-chefe da Secom, Fábio Wajngarten, ameaçado de prisão por ter mentido repetidamente em seu depoimento.  

Carlos disse a um amigo que está “doido” para ir à comissão. Afirmou que, apesar do requerimento para a sua convocação, aposta que não será chamado. “Falta coragem àqueles merdas”, disse, acrescentando que falará as verdades que, segundo ele, os senadores precisam ouvir.