Responsável pelas redes sociais do presidente e por sua militância virtual, o vereador Carlos Bolsonaro enviou logo cedo para os quase 70 mil inscritos em seu grupo no Telegram o tom da repercussão da internação de seu pai com suspeita de obstrução intestinal.
De acordo com fontes do Palácio do Planalto, partiu dele também a orientação para que os ministros, ao comentar a internação do presidente, lembrassem o atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha de 2018.
Mais cedo, o Bastidor informou que os ministros haviam sido orientados a falar sobre o ataque sofrido pelo então candidato a presidente para estimular solidariedade ao pai.
A rejeição a Bolsonaro tem preocupado seus aliados. Na última pesquisa Datafolha, o presidente é rejeitado por 60% dos eleitores.
Ainda durante suas férias em Santa Catarina, o presidente foi cobrado até por apoiadores nas redes por não ir à Bahia prestar solidariedade às vítimas das chuvas –ao menos 25 pessoas morreram– e por se deixar fotografar dirigindo moto aquática.
Os grupos no Telegram servem como instrumento para o filho Zero Dois do presidente mobilizar a militância digital.


