As suspeitas de superfaturamento e até corrupção na compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde deram fortes argumentos aos senadores que defendem a prorrogação da CPI da Pandemia.
Antes do caso ser revelado pelo deputado Luís Miranda, do DEM-DF, o plano era encerrar os trabalhos em 7 de agosto. Ele e o irmão servidor do Ministério da Saúde têm depoimento amanhã, sexta-feira 25 de junho, e podem dar detalhes de como foi o alerta que fizeram ao presidente Jair Bolsonaro em 20 de março.
Vários senadores afirmavam que estender as investigações até novembro poderia prejudicar a discussão do atraso nas compras de vacinas. Governo e oposição esperam ritmo acelerado de imunização até lá.
Com o surgimento das acusações na compra da Covaxin, os senadores oposicionistas e independentes passaram a enxergar a prorrogação dos trabalhos com outra perspectiva.

