Enquanto parte dos golpistas defende em grupos bolsonaristas no Telegram a realização de novas manifestações pelo país no dia 15, outro grupo pede cautela para evitar problemas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

O medo dos extremistas contrários à realização de protestos em São Paulo é que Tarcísio repita o erro do colega do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e não coloque efetivo policial suficiente nas ruas. Eles acreditam que isso poderia prejudicar o governador.

No raciocínio tortuoso de alguns bolsonaristas que defendem os protestos, o governador paulista vai colocar a Polícia Militar não para suprimir os atos, mas para evitar a entrada de “infiltrados”. Passados quatro dias da barbárie em Brasília, esses grupos ainda propagam a mentira de que nenhum “patriota” provocou vandalismo na capital.

Tarcísio é o principal governador bolsonarista. Não só derrotou o petista Fernando Haddad nas urnas, como acabou com uma hegemonia de 28 anos do PSDB no estado. Para os extremistas, PT e PSDB são todos esquerdistas e, como tal, devem ser eliminados.

Sem uma liderança formal depois da prisão de mais de 1,5 mil pessoas em Brasília, os extremistas defendem vários tipos de manifestações, que vão desde uma greve geral, a partir do dia 16 de janeiro, até o jejum coletivo.