O Bastidor já havia mostrado que a disputa por uma vaga na CPMI do 8 de janeiro era maior na Câmara do que no Senado. Pois as indicações da federação composta por PT, PCdoB e PV para o colegiado deixou deputados contrariados.

O líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu, enviou ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), os nomes para a comissão. Das seis vagas, entre titulares e suplentes, cinco ficaram com o PT: Rogério Correia, Rubens Pereira Jr, Arlindo Chinaglia, Carlos Vera e a delegada Adriana Accorsi. Completa a lista Jandira Feghali, do PCdoB.

O anúncio contrariou Lindbergh Farias, que em abril chegou a fazer uma coletiva de imprensa ao lado de dois colegas sobre a CPMI. O evento não caiu bem na bancada. A justificativa para Lindbergh ficar de fora foram suas críticas pesadas ao arcabouço fiscal. 

Um petista afirmou ao Bastidor que considerou a explicação fraca, pois Linderbergh não foi o único a bater no projeto de Fernando Haddad: até a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, fez críticas ao texto até ser enquadrada pelo presidente Lula.

O PV também ficou sem espaço na comissão. Com seis deputados federais, o partido reivindica espaço desde a formação do governo.

Leia o ofício enviado pelo líder do PT ao Senado.