Presidente licenciado do PP, o ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) mandou mensagens para o celular do presidente Jair Bolsonaro assim que tomou conhecimento do seu entrevero com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Nogueira lembrou ao presidente de seu acordo, ainda no mês passado, de que São Paulo estava prometido ao zero três, o deputado Eduardo Bolsonaro. A promessa do PL de apoiar, no ano que vem, o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, na campanha governo do estado foi um dos motivos de insatisfação do presidente com Costa Neto.
Bolsonaro quer um candidato seu ao governo do maior colégio eleitoral do país.
Ciro Nogueira disse, ainda, que, com exceção “de um ou outro” estado do Nordeste, o partido vai apoiá-lo nos estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O ministro disse que o apoio viria de maneira natural, já que há uma proximidade política nos estados ao Sul.
Nogueira lembrou Bolsonaro de sua última proposta: o de que poderia direcionar investimento em campanhas para deputados e senadores, para garantir votos e eleitos que lhe dê sustentação num eventual segundo mandato.
Formar uma bancada consistente é uma meta do presidente, principalmente no Senado.
Segundo disse Nogueira ao presidente, é do interesse do partido que em São Paulo a legenda esteja com Eduardo Bolsonaro, porque é o maior estado da federação e, portanto, elege mais deputados para a Câmara.
Ciro Nogueira bate na tecla de que o filho do presidente recebeu, em 2018, 1,8 milhão de votos e que, sozinho, levou nove deputados do PSL para a Câmara.
O presidente do PP quer eleger bancada, porque assim mantém tempo de televisão e, principalmente, dinheiro, seja do fundo eleitoral, seja do fundo partidário.
A interlocutores, o ministro da Casa Civil disse não acreditar que o motivo da briga de Bolsonaro com Valdemar Costa Neto tenha sido apenas pressão de apoiadores. Para ele, o ponto é São Paulo.

