A possibilidade de Flávio Dino ir para o STF (Supremo Tribunal Federal) na vaga de Rosa Weber reacendeu no PT o debate sobre o destino do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A discussão vai além de um substituto para Dino e envolve também a separação da pasta, que passaria a ser dois ministérios: um somente da Justiça e outro da Segurança Pública.
“Vai depender de quem for assumir”, disse ao Bastidor um petista. Integrantes do partido defendem que o atual Advogado-Geral da União, Jorge Messias, ocupe o lugar de Dino. Neste caso, avalia um deputado, o mais lógico é deixar o ministério como está.
O PT vê na segurança pública um dos gargalos do governo para alcançar simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro. Acredita não ter dado respostas suficientes à área.
Caso a escolha seja algum nome do PSB, como o secretário-executivo da pasta, Ricardo Cappelli – homem de confiança de Dino -, ou o secretário de Justiça, Augusto de Arruda Botelho, o PT pretende dividir a pasta e destinar ao partido a Segurança Pública.
Também é avaliado como possível novo ministro o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Prerrogativas, que vislumbra um cargo no governo, mas ainda não foi contemplado.

