Técnicos do SUS e gestores do Ministério da Saúde insistem, reservadamente, no que aparenta ser óbvio: a saída de Eduardo Pazuello nada resolverá no combate à pandemia caso os militares que ocuparam os principais cargos da pasta mantenham-se neles.

Os servidores explicam que a execução de diretrizes nacionais, nas distintas frentes de gestão da crise, depende de técnicos experientes nas posições-chave do Ministério da Saúde. Hoje, porém, desempenham essas funções coroneis e outros militares sem conhecimento de saúde pública.

“O problema é muito mais profundo do que as pessoas imaginam. Com esse aparelhamento militar, não adianta vir médico ‘X’ ou médico ‘Y’ para o lugar do Pazuello”, diz um técnico da pasta que já sobreviveu a todo tipo de ministro.

Mais cedo, a médica Ludhmila Hajjar recusou o convite de Bolsonaro para substituir Pazuello.