A “Comissão de Apoio às Competições”, criada pela CBF em 2016, não possui qualquer registro de atividade nos últimos cinco anos e tem entre seus integrantes o atual presidente da confederação, Ednaldo Rodrigues. Fontes com conhecimento direto dos fatos ouvidas pelo Bastidor afirmam que a criação do grupo serviu para impedir o impeachment de Marco Polo Del Nero, que presidiu a entidade e foi afastado após acusações de fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Del Nero acabou banido do futebol pela Fifa.
O colegiado foi criado pelo coronel Nunes, aliado de Del Nero que presidia interinamente a instituição à época. Permitia o pagamento de uma ajuda de custo mensal de R$ 20 mil aos nove integrantes do grupo, formado por presidentes de federações estaduais de futebol.
O número de integrantes do grupo foi escolhido de forma calculada: o estatuto da CBF define que o impeachment do presidente da confederação deve ser aprovado por 21 dos 27 presidente de federações estaduais de futebol. A importância dos nove aliados era tamanha que Del Nero os chamava de “homens de ouro”.
São eles: Antonio Aquino Lopes (Acre), Antonio Roberto Rodrigues Góes da Silva (Amapá), Ednaldo Rodrigues (Bahia), Mauro Carmélio Santos Costa Junior (Ceará), Antônio América Lobato Gonçalves (Maranhão), Francisco Cesário de Oliveira (Mato Grosso do Sul), José Vanildo da Silva (Rio Grande do Norte), Heitor Luiz da Costa Junior (Rondônia ) e Milton Dantas de Farias Júnior (Sergipe) – que substituiu Cesarino Oliveira (Piauí), morto em novembro de 2018.
O Bastidor tentou falar com todos os citados, mas não obteve resposta até o momento.

