A CPI da Pandemia vai solicitar a quebra dos sigilos fiscais da Madison Biotech, suspeita de ser laranja num esquema de corrupção envolvendo a venda da vacina Covaxin, desenvolvida pela indiana Bharat Biotech e representada, no Brasil, pela Precisa Medicamentos.

Como é uma quebra de sigilo de uma empresa estrangeira, a comissão terá de solicitar, via governo brasileiro, ao governo de Cingapura as informações apontando indícios de crime. Senadores ouvidos poelo Bastidor apontaram a suspeita de lavagem de dinheiro, mas avaliam incluir outras tipificações e urgência ao país.

A Madison Biotech receberia adiantados 45 milhões de dólares (226 milhões de reais) para a importação de doses da Covaxin antes de qualquer aprovação da Anvisa. O procedimento chamou atenção do chefe de importação do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Luís Roberto Miranda.

Além da quebra do sigilo fiscal da empresa, o presidente da CPI da Pandemia, o senador Omar Aziz, solicitou à Polícia Federal que mande à comissão informações sobre quando e se o presidente Jair Bolsonaro solicitou a apuração das denúncias recebidas pelo servidor da Saúde e de seu irmão, o deputado Luís Claudio Miranda.