Integrantes do PL contrários à candidatura do general Walter Braga Netto à prefeitura do Rio de Janeiro usam a investigação da Polícia Federal sobre compra de coletes balísticos para soltar um “eu já sabia” em relação aos problemas que o militar poderia trazer.
Essa ala considerou um erro o anúncio de Braga Netto como provável nome de Jair Bolsonaro na eleição municipal de 2024, já que o movimento só serviria para deixá-lo exposto.
Aliados do militar no partido consideravam improvável uma investigação contra o general, que passou quase ileso na eleição presidencial de 2022. Braga Netto foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro.
A PF deflagrou a operação nesta terça-feira (12) para investigar ex-integrantes do gabinete de intervenção federal em 2018. Braga, que teve o sigilo telefônico quebrado pela justiça, foi nomeado interventor federal no Rio de Janeiro pelo então presidente Michel Temer (MDB).
Hoje, Braga Netto desempenha uma função no PL que lhe rende quase R$ 25 mil mensais.
No PL, há um grupo que defende um nome mais ao centro para enfrentar Eduardo Paes (PSD) na disputa do ano que vem. Esses integrantes temem que o partido fique isolado contra uma possível aliança com o atual prefeito, legendas de centro e de esquerda como o PT.
Um exemplo é o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que vislumbra uma chapa em 2026 que tenha Paes como candidato ao governo do estado e ele na disputa pelo Senado. O Bastidor já havia tratado do tema.

