Os técnicos da Anvisa e os cientistas do INCQS – unidade da Fiocruz que avalia a qualidade de vacinas no Brasil – receberam do Butantan os documentos que faltavam para a análise do uso emergencial da Coronavac.

Como noticiamos, o Butantan, ao contrário do que afirmara o governo de São Paulo, não remetera a documentação completa na sexta – nem nos dias subsequentes.

Reservadamente, os técnicos ainda estão preocupados com a qualidade dos estudos conduzidos pelo Butantan. Pediram mais informações há pouco ao Instituto, de modo a verificar conclusões que julgam frágeis. Permanecem dúvidas sobre a eficácia da vacina.

A disposição dos técnicos e cientistas, no entanto, é aprovar o uso emergencial da Coronavac, desde que o Butantan complemente as informações prestadas. Eles discutem como apontar, no parecer, as fragilidades percebidas no imunizante, sem que essas ressalvas sejam usadas politicamente.

Com fundamento no trabalho dos técnicos e cientistas, os diretores da Anvisa decidirão no domingo se aprovam ou não o uso emergencial da Coronavac.