O governo tentará convencer as lideranças do Congresso a aprovar até 6 de outubro – a tempo de valer para as eleições do ano que vem – uma PEC que estabelece o afastamento das Forças Armadas de militares que queiram disputar eleições ou ocupar cargos no primeiro escalão do governo.
O texto foi negociado pelos ministros José Múcio (Defesa) e Flávio Dino (Justiça) com os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Falta o Congresso. O governo espera que o senador Otto Alencar (PSD-BA) assuma a autoria da PEC no Senado, por onde vai começar a tramitar.
A avaliação de dois parlamentares ouvidos pelo Bastidor, um do PP e outro do PSD, é que dificilmente o governo conseguirá aprovar a PEC no tempo que gostaria, embora não sinta resistência à medida. Eles acreditam que, “negociando”, será aprovado.
Uma PEC sobre o tema chegou a tramitar na Câmara em 2021. De autoria da ex-deputada Perpétua (PCdoB-AC), o tempo proibiria a atuação de militares em qualquer cargo civil. O governo preferiu não ressuscitar a proposta.

