Durante sua viagem a Lisboa, Arthur Lira bateu o martelo e avisou aliados e líderes de bancada: antes do recesso parlamentar, que começa em duas semanas, a Câmara deve votar o arcabouço fiscal, o projeto do Carf —dando voto de qualidade ao governo no órgão que julga contenciosos de impostos— e a reforma tributária. Todas matérias econômicas.
Para o presidente da Câmara, o Congresso não pode votar a Lei de Diretrizes Orçamentária, que precisa ser aprovada antes do recesso do meio do ano, sem ter noção da realidade das finanças – o que ocorrerá se nem o arcabouço for aprovado, nem a reforma tributária discutida.
Ele não conversou detalhadamente com Rodrigo Pacheco sobre um eventual atraso na votação da LDO. É possível que o Congresso adote um recesso informal até o início de agosto se, por conta da correria nos próximos dias, ficar impossível analisar o orçamento no prazo legal.

