Quase um mês depois da liberação pelo governo norte-americano, a Pfizer ainda não apresentou à Anvisa o pedido de liberação para o uso do medicamento Paxlovid, usado no tratamento da covid-19. O remédio é uma das várias alternativas que têm surgido nos últimos meses, como o Molnupiravir, do laboratório MSD.

O Paxlovid apresentou eficácia de até 89% na redução dos riscos de hospitalização em pacientes infectados pelo coronavírus. No dia 22 de dezembro, o FDA aprovou o uso emergencial da droga. A Pfizer imediatamente se comprometeu a produzir 10 milhões de caixas com os comprimidos, para serem distribuídos nos Estados Unidos.

O FDA autorizou no dia 22 de dezembro o uso do Paxlovid em pacientes com mais de 12 anos de idade e ao menos 40 kg de peso. Também foi liberado no Reino Unido, Israel e na União Europeia.

O remédio deve ser usado logo nos primeiros dias depois da infecção, para prevenir que situações mais simples se transformem em casos graves da doença. O FDA proibiu o uso para tratamento precoce ou preventivo. O Paxlovid não pode ser administrado por mais de 5 dias.

Para que a droga seja aprovada no Brasil, é preciso que o laboratório envie um pedido de uso emergencial ou de registro definitivo. Para uso emergencial, a Anvisa tem prazo de 30 dias para analisar os documentos apresentados e decidir se libera o remédio.

Em nota divulgada à imprensa, no dia da liberação nos Estados Unidos, a Pfizer informou que quer ampliar o alcance do Paxlovid. Segundo a empresa, a ideia é que países pobres paguem valores mais acessíveis pelos comprimidos, enquanto as nações mais desenvolvidas pagariam valores maiores.

Processo parado

O Bastidor mostrou que a alternativa disponível para casos leves, o Molnupiravir, aguarda desde o dia 26 de novembro a liberação da Anvisa para o uso emergencial. A agência diz que encaminhou questionamentos técnicos ao laboratório MSD, mas ainda não recebeu as respostas.