A CPI da Pandemia terá seu relatório de mais de mil páginas votado nesta terça-feira, 26 de outubro, e a tendência é que, apesar das discordâncias do grupo majoritário sobre alguns pontos, seja aprovado por todos os sete senadores, que incluem os de oposição e os ditos independentes.
Havia o receito de membros da CPI sobre como o senador Eduardo Braga se posicionaria em relação ao documento.
Para ter o apoio de todos, tanto o relator, Renan Calheiros, como o vice-presidente da comissão, o senador Randolfe Rodrigues, negociam a inclusão de nomes e pontos – a exclusão, diz Rodrigues, está fora de cogitação.
Como o Bastidor informou, avalia-se incluir o crime continuado contra o presidente Jair Bolsonaro.
Na semana passada, Calheiros retirou, a pedido de seus aliados, a acusação de crime de genocídio de indígenas e de homicídio contra o presidente Jair Bolsonaro.
O relatório de Renan pede o indiciamento de 62 pessoas, duas empresas e atribui ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nove crimes, dentre eles os crimes de responsabilidade e contra a humanidade. É provável que o número de indiciados seja maior.
Aprovado o relatório por pelo menos seis votos, não há votação de relatórios paralelos, como os de senadores alinhados ao governo, que prometem apresentar documento paralelo.

