Convocado para prestar depoimento à CPI da Pandemia nesta quarta-feira, 6 de outubro, o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Paulo Rebello Filho, só chegou à função depois da indicação do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, e porque o ainda senador Ciro Nogueira trabalhou para que o Senado aprovasse seu nome.

Depois de indicar Rebello para a presidência da ANS no fim do ano passado, Jair Bolsonaro desistiu em julho da indicação, chegando a comunicar formalmente o Senado, que ignorou o presidente.

Para isso, trabalhou o que seria nomeado ministro da Casa Civil. Nogueira convenceu o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a seguir com o tramitação do nome do aliado. Rebello, então, passou pela sabatina e foi aprovado pela Casa.

Como mostrou o Bastidor na ocasião da indicação, Rebello é homem de confiança dos chefes do PP, para além de Barros e Ciro Nogueira, e de empresários das operadoras de saúde.

Faz sentido. A ANS afirmou nesta semana, depois de reunião entre representantes da agência e da Prevent Senior, com a presença de Rebello, que não encontrou irregularidades na atuação da operadora de saúde.

A Prevent Sênior se tornou alvo da CPI da Pandemia no Senado após denúncias de que a empresa omitiu mortes de pacientes em estudo não-oficial com kit Covid, formado por medicamentos ineficazes contra o coronavírus, como hidroxicloroquina.