Senadores da oposição e independentes que integram a CPI da Pandemia se reuniram ontem, domingo 30 de maio, para traçar uma estratégia que evite a propaganda da cloroquina pela médica Nise Yamaguchi. O depoimento dela será amanhã, terça-feira primeiro de junho.
Eles querem evitar o que ocorreu com a secretária de Gestão da Saúde e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, que aproveitou seu longo depoimento em 25 de maio para defender o “tratamento precoce” repetidamente divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Documento enviado pelo Comando do Exército à CPI informou que foram distribuídos quase três milhões de comprimidos de cloroquina 150 mg em 2020, o que significa salto de 11 vezes se comparado aos anos anteriores. A ordem veio do Ministério da Saúde para o tratamento de formas graves de covid-19.
Não há comprovação científica da eficácia da cloroquina e da ivermectina para o tratamento da covid-19. Pelo contrário, há registro de casos que foram agravados pelo uso desses medicamentos.

