O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz, recorreu da decisão da ministra Rosa Weber que permitiu ao empresário e lobista Francisco Emerson Maximiano, da Precisa Medicamentos, ficar em silêncio em seu depoimento.
A empresa de Max intermediou a compra da vacina indiana Covaxin, produzida pela Bharat Biotech. O contrato assinado com representantes do Ministério da Saúde prevê 20 milhões de doses e custaria US$ 300 milhões, mas foi suspenso por orientação da Controladoria-Geral da União.
No recurso levado ao STF, Aziz pede que a decisão seja reconsiderada. Aziz afirma que Max foi convocado na condição de testemunha, e que “os documentos juntados aos autos não permitem a constatação inequívoca de que o agravado ostenta a condição de investigado”.
Aziz argumentou que o empresário não está no rol de investigados do relator Renan Calheiros e que o silêncio de Max pode prejudicar o inquérito.

