O grupo majoritário de senadores da CPI da Pandemia decidiu que os primeiros depoimentos tomados no início de agosto serão os do reverendo Amilton Gomes, da organização não-governamental Senah, e de Francisco Emerson Maximiano, o Max da Precisa Medicamentos.
A expectativa é a de ouvir Amilton Gomes em 3 de agosto e Max em 4 de agosto.
Fundador da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), o reverendo Amilton Gomes negociava a importação da vacina AstraZeneca em nome do governo brasileiro. Ele recebeu autorização do ex-diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Laurício Monteiro Cruz, para negociar 400 milhões de doses do imunizante com a empresa americana Davati Medical Supply.
O depoimento de Max ganhou mais relevância após a empresa indiana Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin, ter rompido o contrato de representação no Brasil com a Precisa Medicamentos sob a alegação de não ter assinado dois documentos enviados ao Ministério da Saúde.
Os senadores vão se dedicar às redes de divulgação de notícias falsas na terceira semana de agosto. A investigação busca identificar os articuladores de informações contra vacinas e na recomendação de medicamentos comprovadamente imprestáveis para tratar doentes com covid-19.
Na última semana de agosto, a comissão pretende apurar a interferência das milícias nos hospitais federais do Rio de Janeiro. O objetivo é deixar setembro para convocar novamente pessoas que comprovadamente mentiram, entraram em contradição e, principalmente, aquelas que têm de dar explicações sobre fatos revelados pelas análises de dados e documentos realizadas pela CPI.

