O senador Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, admitiu a interlocutores que dificilmente conseguirá segurar por muito mais tempo a sabatina de André Mendonça, ex-advogado-geral da União, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Antes de ser confirmado pelo Senado, Mendonça precisa passar por sabatina na CCJ, e quem controla a agenda da comissão é Davi Alcolumbre, que vem se negando a marcar uma data. O senador preferiria o nome do procurador-geral da República, Augusto Aras.

Há alguns dias, porém, passou a ser pressionado pelo senador Flávio Bolsonaro, que preferia o nome do ministro do Superior Tribunal de Justiça Humberto Martins no lugar de André Mendonça, e pelo ministro Ciro Nogueira (Casa Civil), que até recentemente se movimentava muito pouco.

Davi Alcolumbre recebeu promessas de que seria atendido em suas demandas, entre as quais, controlar as emendas do relator no Senado, um meio de garantir apoio a seu retorno à presidência do Senado. O presidente da CCJ já chegou a dizer, semanas atrás, contudo, que poderia resistir a pressão até 2022.