O entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai observar quais aliados seguirão ao seu lado após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral desta sexta-feira (30) que o tornou inelegível por oito anos e quem o abandonará.

Bolsonaro espera apoio daqueles que surfaram na onda bolsonarista não só agora, mas nos processos que deve enfrentar daqui em diante. Essa solidariedade será um dos critérios para a escolha do seu sucessor político, garante um aliado.

Não foi por outro motivo que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tão logo o TSE proferiu o resultado foi às redes sociais dizer que seguirá ao lado do ex-presidente. Até às 16 horas desta sexta, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), não havia se manifestado.

Bolsonaro assistiu o último dia do julgamento em Belo Horizonte, sem nenhum grande aliado por perto. Na primeira entrevista após o resultado, apareceu ao lado do deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) e do deputado estadual Bruno Engler (PL-MG). Outros parlamentares que estavam presentes não apareceram nas imagens.

Embora tenha um esboço do que pretende fazer de agora em diante, como mostrou o Bastidor, Bolsonaro evita falar do assunto publicamente, pois focará na narrativa de “perseguição” por parte do Judiciário.