Em conversas reservadas, os principais decanos do PP expressaram insatisfação com o movimento de Ciro Nogueira para atrair Jair Bolsonaro de volta ao partido.

Francisco Dornelles (presidente de honra do PP), Benedito Lira (pai e tutor político do presidente da Câmara) e Odelmo Leão (prefeito de Uberlândia e antigo líder na Câmara) ficaram irritados com a proposta de oferecer São Paulo a Bolsonaro. Outros líderes foram na mesma linha.

“Ele pode voltar, mas não para mandar no partido”, resumiu um dos decanos. “Nem pode nos usar para fazer leilão.” Bolsonaro já foi filiado ao PP. Agora, está próximo do PL de Valdemar da Costa Neto, embora tente barganhar mais espaço no partido por meio de negociações com outras siglas – como o PP.

Essa resistência não é incontornável. Mas reforça que o presidente dificilmente encontrará um partido do centrão que aceite se submeter ao seu controle. No PP, uma federação partidária composta de múltiplos núcleos de poder, isso é quase impossível.