Ainda hoje, o presidente Lula determinará ao ministro José Múcio que abra uma investigação interna para apurar em quais circunstâncias o hacker Walter Delgatti esteve no Ministério da Defesa e com quem se encontrou. Delgatti contou a história há pouco, em seu depoimento à CPMI do 8 de Janeiro.
Segundo auxiliares do presidente, ele quer saber quantos dos militares que facilitaram a ida de Delgatti ainda estão na ativa e em quais funções atuam.
Entre outras coisas, Delgatti afirmou que, a mando de Jair Bolsonaro, ele esteve com técnicos do Ministério da Defesa encarregados de testar as urnas no Tribunal Superior Eleitoral. Sem poder acessar o TSE, o hacker obteve dados do código fonte por meio desses servidores.
Ainda de acordo com Delgatti, por solicitação de Bolsonaro, o objetivo era usar as informações para hackear as urnas eletrônicas. Delgatti disse aos parlamentares que mantinha contato com o então comandante do Exército, Marco Antonio Freire Gomes.

