Aliados do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do MDB, dispensam a presença física de Jair Bolsonaro ou a gravação de vídeos como parte de um esforço nos últimos dias de campanha eleitoral. A eleição acontece no domingo, dia 6.
“Faz um ano que estamos nessa história de ter o Bolsonaro na campanha, de ter vídeos dele e nada. Já perdemos muito tempo com isso”, diz um conselheiro de Nunes. “Passamos pelo período mais difícil sem ele. Deixa passar domingo”. Não está prevista nenhuma participação de Bolsonaro na campanha de Nunes esta semana.
Apoiador de Nunes desde o início, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem tentado convencer Bolsonaro a entrar na campanha nestes últimos dias, em especial para tentar reduzir ou reverter a tendência do coach Pablo Marçal, do PRTB, que tira votos de Nunes entre bolsonaristas.
De acordo com a mais recente pesquisa Datafolha, Nunes lidera com 27%, seguido de Guilherme Boulos, do Psol, com 25%, e Marçal com 21%. Entre os bolsonaristas, 41% declaram voto em Marçal e 40% em Nunes.
Aliados do prefeito elogiam a atitude de Tarcísio, que teve encontros com Bolsonaro para falar do tema – “ele tem as melhores intenções” -, mas acham que de nada adianta insistir com Bolsonaro. Preferem esperar o resultado de domingo e, caso Nunes passe ao segundo turno, então pensar numa eventual entrada tardia de Bolsonaro na campanha – ou nem isso.
Um dos argumentos de Tarcísio para convencer Bolsonaro é a ameaça que o coach Pablo Marçal, do PRTB, representa a Nunes e a próprio Bolsonaro em 2026. Aliados de Nunes, no entanto, preferem ter Tarcísio como cabo eleitoral a ter a participação de Bolsonaro na campanha.
O PL apoia Ricardo Nunes, mas Bolsonaro sempre foi reticente. Disse que Nunes não era o candidato dos seus sonhos, quase pulou para o lado de Pablo Marçal no início e não participou de eventos de campanha do prefeito.

