O presidente Lula chegou a pensar enviar o vice, Geraldo Alckmin, em seu lugar para a reunião da União Europeia e da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) na semana que vem, em Bruxelas. Desistiu quando viu nova oportunidade de negociar o acordo entre europeus e o Mercosul.
Ainda esta semana, o governo brasileiro irá apresentar a Argentina, Uruguai e Paraguai uma sugestão de resposta conjunta às novas imposições da União Europeia para que seja fechado o acordo de livre comércio.
A reunião ocorrerá entre os dias 17 e 18, portanto é possível que não haja tempo para a análise dos demais países do Mercosul. Neste caso, o Brasil irá externar seu posicionamento.
Lula pretende ser duro em relação ao tom de desconfiança por parte dos europeus. Dirá que, melhor que ameaçar com sanções, é ajudar a financiar a preservação das florestas, a exemplo do Fundo Amazônia. A criação de um fundo parecido, aliás, será uma das sugestões.
O governo brasileiro também colocará na mesa a dificuldade dos países do Mercosul em deixar que empresas europeias concorram nas licitações. Há o risco de prejudicar os mercados internos.
Alckmin não se importa, prefere ficar no país, não é dado a viagens internacionais. Diante das dificuldades nas negociações com a União Europeia, o presidente vai retornar à Europa no fim de semana.

