Com o vídeo divulgado no início da semana em que pede a demissão do presidente do Banco do Nordeste, Valdemar Costa Neto conseguiu, além da troca de Romildo Rolim, uma crise interna no PL.
Dois assessores de Rolim – Bruno Roberto e Gustavo Brasil Passos – são indicados do líder do partido na Câmara, o deputado Wellington Roberto. Bruno Roberto é, inclusive, filho do parlamentar.
Ao saber da publicação do vídeo, o líder do partido ligou para Valdemar para colocar seu cargo à disposição e o acusou de faltar com a lealdade, por não avisá-lo sobre o que pretendia.
Valdemar apontou para a diretoria do Banco do Nordeste depois de ter sido cobrado pelo presidente Jair Bolsonaro sobre a contratação pelo banco por milhões de reais de uma ONG supostamente ligada ao PT.
O presidente do PL se antecipou às críticas aos valores altos do contrato e ao risco de perder a indicação para o banco, segundo seus interlocutores. Com isso, garantiu de Bolsonaro a indicação da próxima diretoria. O presidente do PL só esqueceu de avisar a seus correligionários.
Os ânimos, agora, se serenaram com as promessas de que o futuro presidente não promoverá nenhuma caça aos atos tomados por membros da gestão de Rolim.

